Saiba como equilibrar o uso de shakes com a alimentação

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Recorrer aos shakes que substituem refeições para emagrecer não é uma novidade no mundo das dietas. Mas será que essa forma de perder peso é realmente eficiente?

No entanto, não adianta simplesmente substituir refeições. “O mais importante nessa dieta não é a refeição substituída pelo shake, mas o que a pessoa ingere nas outras refeições, que precisam ser balanceadas”, alerta o especialista.

Como balancear a dieta com os shakes?

Existem dois problemas em não balancear a alimentação do resto do dia com os shakes. O primeiro é caso não seja feito um balanceamento da alimentação nos outros períodos. “Se o indivíduo comer errado ao longo do dia, o shake sozinho não ajudará a emagrecer”, pondera Navarro.

O segundo, muito mais comum, é quando a pessoa consome muito menos calorias do que deveria na outra refeição. “Se você gasta mais energia do que consome e não tem os nutrientes adequados, fica fraco e sem combustível, o que causa baixa na taxa de glicose e enjoos típicos de quadros de sobrecarga metabólica”, afirma a nutricionista Eliana Cristina de Almeida, especialista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Isso ocorre porque o organismo precisa de uma quantidade mínima de calorias para conseguir executar suas funções básicas. E quando isso não acontece ele costuma gastar reservas importantes, como os músculos. Portanto, se além dos shakes não se consumir calorias suficientes nas outras refeições, o resultado pode ser o emagrecimento a um custo alto, perdendo músculos em vez de gorduras.

Também é importante lembrar que substituir mais de uma refeição pelo shake pode ser arriscado, pois pode reduzir muito a ingestão de calorias do dia.

Desvantagens de usar shakes para emagrecer

O problema da dieta com shakes é que ela pode se tornar muito monótona, e a pessoa pode acabar abandonando o método rapidamente.

E como usar os shakes por conta própria não estimula uma reeducação alimentar, ao voltar à rotina anterior, o reganho de peso é praticamente garantido. De acordo com a nutricionista Roberta Stella, do Dieta e Saúde, depois de seguir um cardápio altamente restritivo não há tempo suficiente para que ocorram mudanças nos hábitos alimentares e para que o organismo se acostume à nova rotina.

Por isso que é importante pedir ajuda a um especialista em nutrição ou nutrologia antes de começar esse tipo de dieta (ou qualquer outro). “Alguém da área poderá orientar não só como organizar as outras refeições, como também analisar o shake escolhido e ver se ele contém os nutrientes recomendados”, considera Roberto Navarro.

Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária regulariza como deve ser a composição nutricional destes shakes. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), as exigências da Anvisa determinam que um shake contenha 25% a 50% de proteínas, não ultrapassando 125g por dia; no mínimo 33% da quantidade de vitaminas determinada na legislação; e forneçam por meio de lipídios, no máximo, 30% do valor energético total diário, sendo que, no mínimo, 3% devem ser lipídios derivados do ácido linoleico (parcela do ômega-6).

Faça em casa!

Segundo a nutricionista da Unifesp, as versões caseiras dos shakes são mais saudáveis do que os industrializado. Confira abaixo uma receita de shake para fazer em casa:

Ingredientes

  • 150 g de coalhada ou iogurte natural light gelado (desnatado), o que equivale a um potinho pequeno
  • 1 fatia média de abacaxi em pedaços
  • 2 colheres de sopa de semente de linhaça
  • 1 colher de sopa de granola.

Modo de preparo

Bata todos os ingredientes no liquidificador e, se preferir, coe a bebida antes de tomar.
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